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O Colon e a cultura do balcão

Vamos falar sobre um lugar antigo, tradicional e localizado no centro de Salvador. Um letreiro simples, discreto, porém claro e significativo, apresentando o nome do estabelecimento e duas figuras laterais. As portas de aço se enrolam e abrem completamente, exibindo o interior do bar com seu pé direito bem alto. Só que O Colon não é só um bar, é um reduto da tradição do bate papo no balcão.

Não confunda com o Colon do bairro do Comércio (Cidade Baixa). Estamos falando do estabelecimento localizado na Rua Forte de São Pedro, pertinho do Campo Grande, por onde muitos passam dentro de blocos durante o carnaval. Aquele lá de baixo, não é menos tradicional, mas tem características muito diferentes (prometo falar disso noutro post, ok?).

Se você conhece a região do Campo Grande, sabe que o espaço tem grande movimento durante o dia. As calçadas são disputadas por bancas de revistas, vendedores de hortifruti, panfleteiros e muitos transeuntes que acessam o mercado ao lado, a casa lotérica ou outras tantas casas comerciais do centro. Acho que a palavra é essa: Centro!

Repares nas prateleiras e verás: inexistem os perecíveis! Potinhos à vácuo, garrafas de vidro, caixas tetrapak ou latas com azeites, molhos e conservas diversas apresentam-se como numa venda de mercearia. E lá atrás, as bebidas em garrafas, barris de madeira ou chopeiras, sem contar ainda os freezers. No alto, atrás da lâmpada fluorescente, o aviso obrigatório escrito à mão (com letra de forma, é claro!) sobre a proibição de venda de bebidas alcoólicas a crianças e adolescentes.

Culpada Confesso - O Colon - Balcão

Esse aqui é bar de trago, cervejinha, petisco, bate papo, encontro e balcão.  Sim, O Colon é um lugar perfeito pra quem gosta de ficar no balcão. Não porque faltem assentos. Quatro ou cinco conjuntos de mesas e cadeiras estão lá no meio do salão, além dos bancos altos em menor quantidade.

É que os frequentadores do bar ficam ali, de pé, ao lado do balcão mesmo. Tem aquele que engata uma conversa com o bartender, enquanto toma, sozinho, uma garrafa inteira de cerveja, o cliente que toma um trago rápido no intervalo do serviço ou mesmo aquele que encosta para um breve comentário, sem consumir qualquer coisa.

Vez ou outra surge um pratinho no balcão – com azeitonas ou embutidos, creio eu -, suficientes pra manter a prosa rolando por uns minutinhos a mais. E eu fiquei pensando se não é esse o retrato de uma boemia diurna, das escapadas da rotina, da descontração, estendendo-se noite adentro, mudando um pouco o perfil dos frequentadores, mas sem perder o protagonismo do balcão.

Culpada Confesso - O Colon - Arroz de polvo

Naquela tarde, eu e Mateus dividimos um arroz de polvo, que saiu direto do congelador para o microondas e, em seguida, para nossa mesa. Éramos os únicos forasteiros sentados à mesa! O arroz estava bom (apenas bom), atendeu à fome e, sinceramente, isso é o que realmente importa nesse lugar, não é mesmo?

O Colon
Rua Forte de São Pedro, nº 12 – Campo Grande – Salvador/BA
Telefone: (71) 3329-3012

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