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Camarão? Coxinha? Cervantes e Sabor Regional!

Gente, que chuva é essa que cai em Salvador? Considerando que a maioria dos bares participantes do festival é parcial ou totalmente na rua fica complicado fazer as nossas “visitas técnicas”, isso mesmo, buscamos ser profissionais em tudo que fazemos, inclusive no buteco. rs.  A situação está realmente complicada e espero que melhore nesse nosso último fim de semana.

De antemão adianto a vocês que nessa edição não conseguirei bater o recorde dos anos anteriores. Um dos motivos eu acabei de citar logo acima: a chuva. O outro é pela contingência orçamentária mesmo, pois, de cerveja em cerveja, de petisco em petisco, de uber em uber, a conta corrente vai ficando mais vazia e a fatura do cartão de crédito vai aumentando… mas vamos lá que “os cães ladram , mas a caravana não para”.

Um programa diferente

Sempre brinco com meus amigos que nos encontrarmos para beber uma cerveja e conversar amenidades é importante, mas que também sinto falta de fazer programas culturais que não sejam apenas shows, como assistir uma peça de teatro, ver uma exposição, etc.

Antes que digam que não dá para ir ver uma exposição bebendo, vou logo dizendo que não estou sugerindo fazer um happy hour dentro do museu (embora seja uma ideia interessante), mas acho que sempre dá para ir a uma exposição/peça e depois sair para petiscar e beber algo, unindo assim dois momentos agradáveis.

E foi assim que no último sábado, mesmo a contragosto de São Pedro, resolvi ir com um amigo ver as exposições na Caixa Cultural e logo depois desbravar mais alguns bares do Comida di Buteco. Para não dizer que vim aqui dar a informação pela metade, as exposições foram “Ser Feliz é para quem tem coragem – Dona Canô” (até 27/05) e “O Sertão” de João Machado (até 13/05).

Duas exposições belíssimas que podem ser incluídas na pré-visita aos botecos no fim de semana, fica a dica!

Cervantes

Há cerca de 2 anos, Salvador ganhou mais um espaço voltado à gastronomia espanhola, mas não se engane, não é um bar tão novinho assim. O Cervantes existe há 37 anos bem escondido na nossa cara em frente ao Forte de São Pedro, entretanto, o espaço funcionava apenas como bar e a gastronomia não era levada tão a sério quanto hoje.

Tudo mudou a 2 anos quando o bar passou por uma reforma não apenas física, mas de conceito e se tornou a “Taberna Cervantes”, com pratos típicos da Galícia como o Pulpo a feira, tortilhas, paellas e dentre outras iguarias. Confesso que só conheci o espaço depois da reforma e de vez em quando vou lá para provar uma coisa nova do cardápio.

Carol Marques - cardápio bar cervantes

O Petisco

Na Espanha podemos encontrar muitos pratos típicos com frutos do mar e o mesmo se reflete no cardápio do Cervantes. Para encarar os concorrentes desse ano o bar preparou as “Gambas Rosê”. Primeiramente, vamos tratar de traduzir o cardápio: Gambas = Camarão. Meu amigo que não sabia espanhol (eu também só arranho) ficou preocupado de gambas ser algo que ele não gostasse, mas tranquilizei logo o indivíduo fazendo essa tradução. Camarão é realmente uma coisa que faz os nossos olhinhos brilharem, com exceção dos alérgicos, é claro. Sendo assim, a gente já vai empolgada pedindo o petisco que só vai ficar ruim se o nosso “chef” errar no cozimento, o que vai torna-lo borrachudo e duro.

O petisco dos Cervantes é apresentado como uma bruschetta, com o pão levemente torrado e 1 unidade de camarão com molho de requeijão rosê sobre cada fatia de pão. O camarão é de tamanho médio e estava muito gostoso. O molho vem numa quantidade suficiente para não deixar o petisco seco (por causa da torrada), mas nada exagerado que fique melando os dedos ou transbordando a torrada.

Carol Marques - petisco bar cervantes

Embora saboroso, eu acho que o petisco merecia um pão “à altura” do molho. O garçom que nos atendia informou que o pão era da “A Favorita”, padaria famosa do centro da cidade. Sendo assim, acho que pode ter sido apenas um mal dia, ou talvez meu paladar esteja ficando refinado demais para pães… sei lá. Além disso, uma das torradas veio bem queimada e me pergunto se a galera da cozinha não conseguiu visualizar isso antes de colocar o molho por cima.

Antes de encerrar o meu comentário sobre o Cervantes, gostaria de ressaltar que embora seja um bar simples, eles são muito atenciosos nos detalhes. Nas paredes há diversos quadros que remetem a cultura espanhola e a delicadeza vem até na caixinha que vem a conta:

Carol Marques - conta bar cervantes

Por essas e outras que se você ainda não conhece o Cervantes, coloque ele na lista. Se não for no Comida di Buteco, vá para comer uma Paella, um arroz de pulpo ou compartilhar uma tortilha, um pulpo a feira ou mexilhões enquanto bebe uma cerveja gelada no happy hour.

Sabor Regional

Eu acho que posso colocar o Sabor Regional na minha lista de queridinhos do Comida di Buteco. Todo ano eu bato o ponto e não me decepciono, pois eles sempre trazem um petisco para disputar as primeiras colocações.

O bar é bem pequeno e comporta pouquíssimas mesas. Por sorte conseguimos uma na área externa, sob o pequeno toldo que veio a nos proteger de mais uma investida de São Pedro com sua chuva.

Para nossa surpresa e tristeza, o Sabor Regional não trabalha mais com cerveja 600 ml há aproximadamente 1 ano, conforme nos avisou a garçonete. Em compensação trabalha com outras cervejas da Devassa como a tipo Ale, minha escolha.

Carol Marques - cerveja devassa - sabor regional

O Petisco

A coxinha é um salgadinho típico brasileiro que se tornou uma paixão nacional. Já imaginou ir a uma festinha e não ter coxinha? Faz parte da nossa cultura gastronômica e chegou até a virar gíria política para descrever um determinado grupo (relaxem, não vou entrar nem questões políticas, nem cabe).

A proposta do Sabor Regional são 8 coxinhas com massa de aipim, cada uma com um recheio diferente. Vamos aos sabores? bode e queijo coalho; fumeiro e charque (com banana da terra e queijo coalho); carne do sol e camarão com mussarela; salmão; frango com catupiry e frango tradicional. Ufa! Haja sabores! Elas vem acompanhadas de um Fondue de queijos e ervas finas.

Carol Marques - petisco sabor regional

E quem é que não gosta de coxinha? Isso é um golpe baixo. Conheço algumas pessoas aficionadas por coxinha. E esses recheios? Eram fartos e cada um mais saboroso que o outro.

Pra deixar vocês babando mais um pouquinho…

Carol Marques - detalhe coxinha - sabor regional

As coxinhas são de tamanho um pouco maior do que as de “tamanho festa”, e fica difícil mergulhar inteira no fondue de queijo. Nesse caso o melhor é cortar as coxinhas em pedaços que caibam na boca, o que perde um pouco a “ideia de coxinha”, mas não perde nada em sabor.  No geral o petisco está aprovadíssimo! Forte concorrente desse ano!

Carol Marques - fondue sabor regional

Antes de me despedir, quero fazer um teste. Quero ver se os colegas que acompanham o festival há alguns anos lembram de um outro petisco do Comida di Buteco que em 2013 também tinha como proposta o Fondue.  Eu inclusive escrevi sobre ele aqui no blog. Tô puxando pela memória mesmo, quero ver quem vai acertar…. o desafio está lançado!

Até a próxima!

Bar Cervantes
Rua Forte de São Pedro, nº 64 – Campo Grande – Salvador/BA
Telefone: (71) 3014-5963
Instagram: @barcervantes

Sabor Regional
Rua Leovigildo Figueiras, 515 – Garcia – Salvador/BA
Telefone: (71) 9 8847-1878
Instagram: @saborregionalba

1 comentário

  1. Dea Santana 12.05.2018

    Fui no Cervantes e foi bem decepcionante. Ja tinha ido outras vezes e sempre gostei, mas semana passada foi bem ruim. O atendimento tava ruim e a comida estava qualquer coisa.
    Pedimos os camarões e foi nada impressionante. Não é ruim, porém nada memorável. Comentamos a mesma coisa sobre os pães de lá. Um bom pão artesanal faria toda a diferença.
    E me deu vontade de ir no sabor regional. Fiquei com água na boca.

    Quanto a 2013, foi o Platô. Pode pagar minha cerveja mais tarde.

    Beijos.

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