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Al Carmo, um almoço em 04 atos

Lembro bem das diversas vezes em que estive no Santo Antonio Além do Carmo. Ali, perto do Pestana, via a placa do Al Carmo e fazia planos de voltar pra conhecer. Aí, numa quarta-feira chuvosa, chegou o dia de visitar aquele restaurante. Foi tudo tão interessante, que esse post será dividido em atos,  brincando de tragédia grega.

Culpada Confesso - Restaurante Al Carmo

Ato 1: Tem alguém em casa?
Muitos restaurantes estão fechados no bairro e, ao mesmo tempo, uma equipe de filmagem ocupa toda a rua e um casarão ali perto. Com alguma dificuldade, conseguimos estacionar e entramos no restaurante logo depois de integrantes daquela produção. Ninguém nos recebe na entrada ou na primeira sala.

Culpada Confesso - Restaurante Al Carmo - Entrada

Chegamos ao salão interno. Visualizamos a varanda, onde acomoda-se a maioria dos clientes. Ainda sem a presença de qualquer funcionário, escolhemos uma mesa na área interna e esperamos. Uma garçonete passa correndo e dá as boas vindas aos clientes da varanda. Ela vai e volta da cozinha algumas vezes. Na 4ª ou 5ª passagem, faz sinal para que aguardemos mais. Dez minutos depois vai até a nossa mesa e deixa os cardápios.

Culpada Confesso - Restaurante Al Carmo - Salão

Ato 2: Não vê que é uma péssima escolha?
Escolhi, do cardápio, o menu executivo, que inclui entrada + prato +bebida (refrigerante ou água). Mateus prefere uma opção do cardápio regular. Aguardamos a única atendente por mais 15 minutos. Fazemos sinal, ela pede que aguardemos ainda mais. Ela vem nos atender e, ao ouvir a escolha dele, faz cara de nojo e acena negativamente com a cabeça. Segue o diálogo:

– Algum problema com este prato?
– Esse molho não combina com essa massa. Não tem nada a ver!

Ele muda o pedido. Eu peço as bruschettas napolitanas de entrada, que chegam à mesa 20 minutos depois. Tomates gelados e pão idem.

Culpada Confesso - Restaurante Al Carmo - Bruschettas

Ato 3: Longa espera
Mais de 20 minutos depois que finalizei a entrada, os pratos ainda não tinham chegado à mesa. Tento chamar a atendente. Mais um sinal pra esperar. 10 minutos. Mais um sinal pra esperar. Precisamos voltar ao trabalho e, por isso, pensamos em desistir. Ela vai até nossa mesa. Pergunto pelos pratos. Ela vai até a cozinha e volta com os nossos pedidos. Primeiro, o tortelli di zucca e noci al gorgonzola (a.k.a. massa com recheio de abóbora e nozes ao gorgonzola). O prato da bruschetta continua na mesa.

Culpada Confesso - Restaurante Al Carmo - Torteli di Zuca

Constato que o meu pedido, fuzile [sic] carbonara, não tem bacon no molho, somente os pedaços fritos sobre a massa. Quero ir embora. Respiro fundo. Chamo a atendente. Três “peraí” depois, ela chega. Peço que ela verifique se pode acrescentar bacon ao prato. Ela responde que “é assim mesmo”. Insisto. Ela leva meu prato à cozinha. Espero e, 10 minutos depois, o prato retorna com 05 pedaços fritos adicionais de bacon na superfície e nenhuma adição ao molho. Tento comer. Perco a fome. O prato da bruschetta é retirado da mesa. Pedimos a conta.

Culpada Confesso - Restaurante Al Carmo - Fusili a carbonara

Ato Final: Self-service
A atendente vai e vem, sempre correndo. Os pratos continuam na mesa. Continuamos aguardando a conta. Peraí. Chega um grupo de turistas estrangeiros. A atendente para de correr. Ela sorri. Ela os acomoda. Ela traz a nossa conta e deixa, junto, a máquina de cartão de crédito/débito. Um outro grupo de turistas estrangeiros entra e procura lugar. A atendente sinaliza que nós já estávamos de saída. Entendo, finalmente, os critérios de atendimento. Cansamos de aguardar e fazemos o registro do pagamento (R$ 77,00) na máquina de cartão.

Al Carmo
Rua do Carmo, nº 42 – Santo Antônio Além do Carmo – Salvador/BA

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